04 de Janeiro: Solenidade da Epifania do Senhor
O termo “mago” significa sábio. Atentos aos sinais do céu, eles percebem uma estrela diferente e colocam-se a caminho em busca de seu significado. Segundo São Beda, o Venerável, os Magos vieram de regiões distintas, simbolizando a diversidade dos povos: Melquior, da Caldeia, oferece ouro; Gaspar, do mar Cáspio, oferece incenso; e Baltazar, do Golfo Pérsico, oferece mirra. Seus dons expressam a identidade e a missão de Cristo: o ouro reconhece sua realeza, o incenso proclama sua divindade e a mirra anuncia sua humanidade e seu sacrifício.
Nos Magos, a Igreja contempla toda a humanidade que, guiada pela luz, busca a verdade e encontra Deus na humanidade de Jesus. A estrela, após conduzi-los ao Menino, desaparece, pois cumpriu sua missão: indicar a verdadeira Luz, que é o próprio Cristo. A Epifania recorda que Deus toma a iniciativa de vir ao encontro do ser humano para se revelar como Deus que salva. Como recordava o Papa emérito Bento XVI, por amor, Jesus entrou na nossa história.
Outras epifanias marcam a vida de Cristo: no Batismo, quando o Pai o revela como Filho amado; nas Bodas de Caná, início de sua vida pública; e na Cruz, quando o centurião reconhece: “Verdadeiramente, este era o Filho de Deus”. A liturgia da Epifania é marcada pelo tema da luz, que vence toda treva. Os Magos, iluminados por Cristo, retornam por outro caminho, sinal de uma vida transformada.
A Epifania é, portanto, a grande festa da salvação universal: Jesus veio para todos os povos, culturas e nações, cumprindo a promessa de que todos os reis e povos haveriam de adorá-Lo (cf. Sl 72).
Fonte: Apostolado São Pio X
